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Tuesday, April 10, 2018

Sintomas de Iniquidade

No Brasil não se pode nunca conversar sobre três assuntos: Religião, política e dinheiro.
Quem fala de religião é taxado de intolerante, retrógrado, pré-conceituoso etc... Logo religião...Religião é aquilo que é tão importante que as pessoas se dispõem a entregar a vida para defender, vide os mártires de todas as religiões.
Quem fala de política fica sendo olhado de rabo de olho para ver como vai ser a reação dos outros, se ninguém te xingar ou te mal rotular, talvez alguém se sinta livre para opinar, mas bem discretamente. Logo política, que dirige os futuros da nação e pode corrigir ou aumentar problemas importantíssemos das nossa vidas.
Quem fala de dinheiro é metido a rico, ambicioso, ganancioso, pecador por natureza, adorador de Mamom. Logo dinheiro que é algo tão indispensável para a vida.
Ora bolas, se as pessoas não gostam de conversar sobre isso tudo que é tão importante, sobre o que elas gostam de conversar?
Religião, política e dinheiro são coisas execráveis nessa mentalidade, mas, agora, se você gosta de falar de pornografia, obsenidades, ofensas a terceiros, fofocas de todo tipo, palavrões lascívos e indignos, pronto, seja bem vindo ao Brasil.
Melhor falar sobre esportes mesmo.

Saturday, November 11, 2017

Uma experiência marcante

No ano 2000 aos 15 anos, eu me tornei evangélico na Assembléia de Deus. Evangelizado na escola por um colega de classe. 

Logo no início da minha caminhada muitas pessoas da igreja me avisaram: Olha, seu chamado é missionário, busque à Deus sobre isso. Eu ouvia isso e resolvi ler sobre o assunto. Começou a tragédia. Até hoje eu sinto angustia e repulsa quando lembro da apologia ao sofrimento que o livro fazia, não consegui ter uma boa leitura logo de primeira e me desconectei da ideia. Eu não poderia fazer algo que meu coração não me pedia.

Porém, hoje, depois de alguns anos e algumas experiências vividas tenho repensado essa história. Recentemente ao passear em família numa tarde de fim de semana me deparei com pessoas necessitadas na porta de um banco. Eu sempre dei esmola à pessoas necessitadas, mas dessa vez foi diferente; eu senti a necessidade de dar uma palavra para aquelas pessoas. Isso nunca tinha acontecido comigo. Eu sempre estive na posição de doador, nunca antes eu tinha sido absorvido pela confiança e a determinação: "Eu tenho que dar uma palavra para essas pessoas!" Pensei. Mesmo sem saber  direito eu me dirigi para aquelas pessoas e no meu coração uma sentença vibrava: Eles precisam de esperança e de cuidado e de amor, cuide deles. 

Baseado nessa premissa me dirigi a todos e pela primeira vez na minha vida eu percebi o que significa matar a fome de pessoas sedentas. Toda minha vida eu havia oferecido Jesus em todas as oportunidades possíveis, mas dessa vez houve um poder prazeroso que me dominou do início ao fim daquele momento evangelístico. Eu me senti realmente útil ao Reino de Deus, alimentando a esperança daquelas pessoas com uma doação e algumas palavras encojadoras.

À partir desse dia passei a olhar com outros olhos a obra missionária. É como se eu estivesse tendo um gostinho de como é prazeroso operar no Reino de Deus em uma vocação original. Agora eu posso perceber melhor de onde vêm a confiança e o destemor dos missionários. Ela vem de Deus, do sobrenatural, do espiritual. Simplesmente, naquela atmosfera pesada de moradores de rua, houve um intervalo para falar de Deus e inexplicavelmente eu não me senti deprimido e rejeitado como sempre foi. Pela primeira vez eu me senti empoderado, hábil e surpreendentemente feliz e realizado naquela função.

Já me ofereci para servir como missionário na minha igreja oficialmente. Agora peço orações e revelações de Deus para que eu possa seguir o meu caminho. A experiência de levar assistência ao sedento me fascinou pela primeira vez de uma forma que eu jamais tinha conhecido.

Baruch HaShem!

Monday, September 25, 2017

Pelo menos sigamos o exemplo de Hong Kong

Eu defendo a privatização total de Hans Herman Hoppe, Murray Rothbard e David Friedman. Porém reconheço que isso se dará muito mais por uma conquista do mercado do que por uma desistência do estado. Por isso busco votar em quem defenda o “mínimo possível de estado”.

Meus críticos defendem que não há no mundo uma experiência Libertária significante, logo não devemos adotar pioneiramente essas ideias. Discordo diametralmente, porém - já que se trata de experiências relevantes já praticadas – gostaria de citar o exemplo de Hong Kong.

A cidade-estado era um monte de rocha sem futuro por não ter a capacidade de produzir praticamente nada e por não ter riquezas naturais. Como solução adotou-se lá um regime de estado severamente limitado e com barreiras alfandegárias praticamente nulas, tornando o comércio exterior a única saída para seu povo.

O fato de se abolir tarifas de importação e subsídios à indústria nacional provou-se o único jeito de se produzir uma indústria interna realmente produtiva e eficaz.

Pesquisas indicam que a baixa produtividade brasileira é o fator determinante para que o Brasil permaneça até hoje como um “país de classe média”. E isso não tende a mudar caso reformas liberalizantes que abram completamente os mercados brasileiros à competição externa não sejam adotadas.


O Brasil é como uma criança andando em uma bicicleta com rodinhas para proteger a criança de tombos e machucados. O resultado prático é que não se alcançam maior velocidade e eficiência. O Brasil precisa “retirar as rodinhas (leis protecionistas)” para efetivamente se tornar um país com uma indústria eficiente e uma qualidade de vida de primeira classe.

Tuesday, August 22, 2017

O Processo Histórico da Formação dos Estados

No princípio criou Deus Adão e Eva no jardim na região da Mesopotâmia entre os rios Tigre e Eufrates, o famoso Eden. Provavelmente eles deram origem aos Sumérios que e além deles outros povos se estabeleceram ao redor do mundo com o passar do tempo.
Esses povos se aperfeiçoaram em diversos conhecimentos e começaram a surgir por diversos motivos diferentes elites naturais, determinadas famílias ou grupos de indivíduos ascendiam em status, poder, fama e aceitação diante do resto de sua sociedade, esse padrão se repetiu constantemente em todos os povos.
Esses nobres eram considerados sábios e inteligentes, por isso os demais membros de sua sociedade, de bom grado, submetiam seus litígios e questões conflitantes para serem julgadas e seu veredito era respeitado por todos.
Até que em algum povo determinado, não sei qual, um dos nobres resolveu propor o absurdo de ser o responsável por todos os litígios e questões judiciais em troca de uma "contribuição voluntária de cada cidadão do seu país", o imposto. Surgiu o primeiro rei e com ele o primeiro estado.
Infelizmente todo o resto da humanidade resolveu seguir esse caminho.
No início o estado era apenas responsável pela justiça e proteção da propriedade e integridade de seus súditos. Mas hoje em dia, milênios depois o estado gostou em demasia de amealhar um pouco de cada cidadão para oferecer serviços e produtos de justiça, proteção, educação, previdência, petróleo, energia, enfim, um monte de coisas que podem e devem ser geridas pelo cidadão e a iniciativa privada.


Sunday, August 20, 2017

A Maior Falha de Mercado Que Existe É o Estado, Mas o Mercado Como Sempre Nos Salvará Desse Problema

Para todas as falhas de mercado existentes a melhor solução é sempre permitir que o próprio mercado desenvolva seus anticorpos, novas tecnologias e idéias e o estado, muito longe de ser uma solução para os nossos problemas é apenas mais uma falha de mercado. No processo histórico do desenvolvimento das nações essa falha de mercado foi admitida e severamente proliferada. Mas, como sempre, o mercado já percebeu essa falha e prontamente se colocou a serviço de consertá-la, não é algo simples, nunca é, mas já existem o bitcoins, a Liberland, os experimentos com as Zedes em Honduras, experiências em cidades americanas enfim, ninguém precisa esperar por uma solução do estado para ele mesmo, como sempre o fantástico mercado de livres interações voluntárias entre indivíduos e organizações privadas solucionará essa milenar falha de mercado.

Thursday, April 20, 2017

A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus

"É alguém chamado, estando circuncidado? fique circuncidado. É alguém chamado estando incircuncidado? não se circuncide.
A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus.
Cada um fique na vocação em que foi chamado." 1 Coríntios 7:18-20.
É absolutamente comum ao leitor cristão entender que quem foi chamado estando incircuncidado (Não judeu, gentio) deve permanecer sem se converter ao judaísmo (circuncidar-se). Entretanto jamais conheci pastor ou padre que ensinasse que aqueles que são chamados por Deus estando circuncidado (convertido ao judaísmo) deve permanecer assim.
Normalmente, o que se vê no cristianismo em geral quando um judeu aceita a Jesus é que ele perde sua autonomia judaica e torna-se um cristão. O que se vê é que judeus convertidos são estimulados a abandonarem a observância dos mandamentos mosaicos. Sendo que não é esse o mandamento apostólico.
Isso acontece porque em sua fundação inicial, o Cristianismo se autoproclamou a religião divina, apartando-se do judaísmo e marginalizando tudo quanto fosse relacionado a judeus.
Esse é um erro histórico que tanto autoridades católicas quanto protestantes tem o dever de reparar.
A ideia apostólica sobre a igreja e a comunhão dos irmãos é de que judeus e não judeus crentes em Jesus devem viver em comunhão. Judeus cumprindo e guardando toda a Lei e não judeus guardando todos os mandamentos que achar conveniente sem imposição ou forçação, pois no final de tudo como disse o apóstolo:
"A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus."
O que importa, o coração da mensagem é que ambos devem guardar os mandamentos, cada um da forma que foi chamado.

Monday, April 17, 2017

Não existe vida que não proceda de vida

Tudo o que possui vida vem à vida a partir de outro ser vivo. É assim no reino vegetal onde tudo provém basicamente de sementes e sementes só são produzidas por vegetais vivos. E no reino animal também, onde cada ser vivo têm que provir de outro ser vivo. As "sementes" nesse caso seguem o esmo princípio do reino vegetal.

Isso nos leva a crer que a primeira vida não pode ter vido a existir sem que houvesse uma Vida anterior gerando esta. E esta Vida geradora primeira de toda a vida é a quem chamamos Deus.